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Vinhos - Dicas de como entender a leitura do rótulo

Atualizado: 24 de Set de 2019



O rótulo é a certidão de nascimento do vinho.

Para saber exatamente o que você está comprando, é fundamental entender as principais informações contidas nele.

Desta forma, você minimiza as chances de adquirir um produto que não corresponda às suas expectativas.

Durante a leitura do rótulo, preste atenção às seguintes informações:

Variedades de Uvas

Cada país produtor tem suas renomadas regiões e uvas mais conhecidas.

Para começar, a melhor opção é escolher o vinho de acordo com as uvas que melhor representam o país.:

Cabernet Sauvignon no Chile Malbec na Argentina Merlot no Brasil Pinotage na África do Sul Riesling na Alemanha Sangiovese na Itália Sauvignon Blanc na Nova Zelândia Shiraz na Austrália Tempranillo na Espanha Touriga Nacional em Portugal

Outra dica para quem está iniciando, é dar preferência aos vinhos varietais, isto é, elaborados com apenas uma uva.

Caso você goste muito, na próxima compra pode tentar vinhos da mesma uva, porém, de outro produtor ou país.

Com o tempo, arrisque os vinhos de corte, aqueles elaborados com duas ou mais uvas, para sentir quais misturas mais agradam o seu paladar.

Região de Origem

Algumas regiões são conhecidas por terem o clima e solos propícios para o cultivo de determinadas uvas, indicando, muitas vezes, a qualidade superior de um vinho.

Geralmente, quanto mais específica a região de origem, mais refinado o vinho e maior o seu preço.

Safra

Muitas pessoas ouvem falar que, quanto mais velho o vinho, melhor.

Esta afirmação refere-se somente aos vinhos de guarda, aqueles que são elaborados já pensando em seu envelhecimento, para consumo nos próximos 10, 20, 30 anos e assim por diante.

Estima-se que somente 10% dos vinhos (ou menos) produzidos no mundo sejam vinhos de guarda.

De modo geral, a maioria dos vinhos brancos e rosés devem ser consumidos dentro de 2 ou 3 anos, enquanto a maioria dos tintos em até 5 anos.

Denominações de Origem

É uma espécie de selo de qualidade concedido por instituições governamentais de diversos países, principalmente do velho mundo.

Vinícolas que adquirem o selo têm sua reputação elevada e o consumidor ganha, pelo menos em teoria, a garantia de aquisição de um produto de qualidade.

Algumas Denominações de Origem mais comuns em rótulos de vinho são:

AOC – Appellation d’Origine Contrôlée (França) DO – Denominación de Origen (Espanha) e Denominação de Origem (Brasil) DOC – Denominação de Origem Controlada (Portugal) e Denominazione di Origine Controllata (Itália) DOCG – Denominazione di Origine Controllata e Garantita (Itália) QBA – Qualitätswein Bestimmter Anbaugebiete (Alemanha)

Maturação e Envelhecimento

Em alguns países vinícolas, vinhos que passaram por algum período de amadurecimento em barris de carvalho e envelhecimento na própria garrafa, geralmente estampam em seus rótulos os termos Riserva, Reserva e Gran Reserva.

Basicamente, os barris de carvalho contribuem para que o vinho adquira aromas, sabores, estrutura e longevidade, além de amenizar sua acidez e adstringência.

Muitos destes vinhos também tiveram algum cuidado especial durante a colheita, seleção de uvas e vinificação.

Desta forma, os preços de um vinho Reserva e Gran Reserva podem ser superiores aos demais vinhos, mas, pelo menos em teoria, você estará adquirindo um produto que teve maior cuidado na produção.

Estas são apenas algumas informações que você deve prestar atenção ao examinar o rótulo do produto.

​FONTE: Vida & Vinho

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